Durante décadas, me defini como um corredor. O ritmo da estrada, a onda de endorfinas – era mais do que exercício; foi essencial para o meu bem-estar. Mas quando a perimenopausa chegou aos meus 40 anos, correr tornou-se uma luta. A recuperação desacelerou, meu corpo mudou e a alegria desapareceu. Não se trata apenas de declínio físico; trata-se do impacto mais amplo das alterações hormonais na saúde das mulheres, muitas vezes ignoradas ou ignoradas durante demasiado tempo.
Durante anos, me senti sozinho nessa transição. A falta de conversa aberta sobre a menopausa significava que eu não sabia o que estava acontecendo, apenas que algo estava errado. À medida que meu nível de atividade caiu, o peso aumentou e, com ele, uma sensação de desconexão. O exercício sempre foi minha âncora e perdê-lo me deixou à deriva. Esta é uma experiência comum: quando a actividade física diminui, agrava os desafios emocionais e de saúde mental.
A virada veio aos 54. Já bastava. Percorrendo o Instagram, me deparei com Joan MacDonald, uma influenciadora de fitness de 79 anos que transformou sua vida por meio do treinamento de força. A história dela foi uma revelação: se ela conseguiu redefinir seu corpo aos 70, eu tinha esperança aos 50. Não se tratava apenas de estética; tratava-se de provar que a idade não impõe limites.
Correr não me servia mais, mas o treinamento de resistência parecia diferente. Entrei no aplicativo de Joan, Train With Joan, atraído por seu programa acessível para todos os níveis. Forneceu treinos estruturados, rastreamento macro e, o mais importante, uma comunidade de mulheres no mesmo barco. Isto é fundamental: o isolamento alimenta o declínio, enquanto a experiência partilhada impulsiona o progresso.
Comecei com halteres e faixas de resistência, focando na forma e na reconstrução da força. Paralelamente, reformulei minha alimentação: cortando alimentos processados e álcool. Os resultados foram imediatos. A energia aumentou, o tônus muscular voltou e a confiança se seguiu. A comunidade forneceu apoio e a transformação pareceu sustentável.
Agora, aos 59 anos, estou comprometido com a força de corpo inteiro. Depois de um ano e meio no programa de Joan, fiz a transição para o treinamento virtual com Caroline Drury. Minha rotina inclui quatro a cinco sessões semanais: agachamentos, levantamento terra, prensas, flexões – três séries de oito a doze repetições. A sobrecarga progressiva não é negociável; aumentar o peso ou as repetições a cada semana garante um crescimento contínuo.
Cardio não é esquecido. Eu incorporo 15 minutos na bicicleta, elíptico ou remador nos dias de treinamento e pretendo dar mais de 10.000 passos diariamente. Dois dias de descanso ativo são reservados ao yoga, melhorando a flexibilidade, a mobilidade e o bem-estar mental. Esta abordagem holística aborda a resiliência física e emocional.
Três fatores principais tornaram essa transformação possível:
- Eliminando Álcool e Alimentos Processados: As quedas de álcool e açúcar vêm esgotando minha energia há anos. A contagem macro revelou o poder dos alimentos integrais: pelo menos 30 gramas de proteína por refeição para o crescimento muscular, saúde óssea e saciedade. Pós-menopausa, isso é crucial.
- Encontrar uma comunidade de apoio: O condicionamento físico pode ser isolante, mas conectar-me com outras mulheres que enfrentam desafios semelhantes me mantém motivada. Seja por meio do Instagram ou de retiros presenciais, essas amizades proporcionam incentivo e reduzem sentimentos de solidão.
- Recuperando a identidade por meio da força: Por muito tempo, me senti preso pelo envelhecimento. O treinamento de força mudou isso. Isso restaurou meu poder, dando-me energia para caminhar, andar de caiaque, viajar e buscar novas experiências com confiança.
Hoje, aos 59 anos, estou mais forte do que nunca – física, mental e emocionalmente. Fitness não significa resistir ao envelhecimento; trata-se de aceitá-lo como uma oportunidade de crescimento, resiliência e uma vida mais rica.















